segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Movimento Negro do PDT-DF se reestrutura e elege nova diretoria

Membros da diretoria executiva do PDT do Distrito Federal, dos movimentos de base da legenda e da comunidade local participaram do II Congresso do Movimento Negro do PDT-DF, realizado na manhã do último sábado (27). No evento, prestigiado pelo presidente nacional do Movimento Negro do PDT, Ivaldo Paixão, foi aprovado o e eleita a nova composição da diretoria regional do Movimento.

Na ocasião, que teve manifestações artísticas de organizações culturais da capital, o novo presidente eleito do Movimento Negro do PDT-DF, José Vieira, se disse entusiasmado para realizar o trabalho que assume, o qual, segundo ele, trata-se de “um compromisso com a sociedade”.

“É uma missão importante a de resgatar o tema da igualdade racial na Capital do País, sobretudo dentro do partido. E essa ação deve ser reforçada sistematicamente por meio de fóruns e debates”, acrescentou.
Ivaldo Paixão parabenizou a todos pela iniciativa de reorganização do Movimento no DF e propôs a realização de trabalhos direcionados para as problemáticas relacionadas à saúde do homem negro e à violência contra os jovens negros.

No decorrer do evento, o saudoso pedetista Abdias Nascimento – primeiro senador negro do Brasil e um dos principais nomes no combate ao racismo – foi lembrado, assim como o fato de que Brizola, seu “padrinho”, foi o primeiro líder partidário a colocar a questão racial como causa programática do PDT, integrando-a ao estatuto da legenda.

Outro destaque desse segundo Congresso foi a presença de Andreazza de Lima, sobrinha da falecida Edialeda Salgado do Nascimento, ex-secretária nacional do Movimento Negro Pedetista e primeira mulher negra a assumir uma Secretária de Estado no Brasil.

Para o presidente da Juventude Socialista do DF, Léo Bijos, também presente no Congresso, é fundamental que os movimentos de base do partido realizem uma gestão integrada. “Especificamente em relação ao movimento negro do PDT, essa integração será essencial para se trabalhar a questão da igualdade racial com a excelência que o tema requer”, destacou Bijos.

Ao manifestar o apoio da executiva distrital do partido na reestruturação do Movimento Negro local, o tesoureiro Miguel Nabuco fomentou a discussão acerca da importância do fortalecimento do PDT na Capital e reafirmou o compromisso do partido com a população do DF.

“Vamos fazer um pacto por um Distrito Federal melhor, buscando soluções criativas para os possíveis problemas do cotidiano e assumindo os compromissos com as causas sociais e com a dívida histórica que temos com os negros do País”, afirmou.

A secretária geral do PDT-DF, Eroídes Lessa, também ressaltou a importância da reorganização do Movimento Negro e, em sua fala, pontuou o legado, a história e o compromisso da legenda com a sociedade.
“O partido não se abate. Vamos à luta, em busca das transformações sociais e das revoluções educacional e trabalhista que o País precisa, para dar mais dignidade ao povo”, asseverou.











sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Lupi: 'Hora é de enfrentamento e nosso lado é o da Legalidade'


Sob a liderança de Carlos Lupi, presidente nacional do PDT;  de Manoel Dias, secretário-geral e presidente da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini e do ex-ministro e governador Ciro Gomes, pré-candidato do partido  à presidência da República em 2018 – a direção nacional do PDT se reuniu ontem (21/1) em Brasília com os dirigentes da legenda procedentes de todos os estados brasileiros para fazer  um balanço  das perspectivas  para as eleições municipais deste ano,  discutir  formação política e maneiras de modernizar a gestão partidária.
O encontro foi preparatório para a reunião do Diretório Nacional do PDT que se realiza hoje (22/1) a partir das 10 horas da manhã para referendar a decisão da Executiva Nacional  e dos parlamentares do partido que, em dezembro passado, fecharam questão contra o processo de  impeachment da a presidente Dilma Rousseff aberto pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) que,  para ter valor legal, precisa ser referendada pelo Diretório Nacional.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Movimento Negro do PDT do Rio Grande do Norte é empossado

 
Em dezembro de 2015, foi instalada a Secretaria Estadual do Movimento Negro do Rio Grande do Norte. Ivaldo Paixão, Presidente Nacional do Movimento Negro do PDT, esteve presente no evento, realizado no Museu Câmara Cascudo, localizado no bairro da Ribeira, em Natal.   

Na oportunidade, o presidente do MN-RN, João Costa, disse que foi uma honra ter sido convidado pelo Presidente do Diretório Estadual do RN, o prefeito de Natal, Carlos Eduardo (PDT), e destacou que o PDT do RN é o primeiro partido, no Estado, a instalar um movimento voltado à defesa das causas afrodescendentes.

“Este é um movimento de grande importância, não apenas para o PDT, mas também para toda a sociedade. Sem dúvida, este movimento será para lutar e desenvolver políticas públicas para a população afro brasileira do nosso Estado”, declarou Costa.

Ivaldo Paixão, por sua vez, destacou a importância da criação do movimento no Estado do Rio Grande do Norte.

“Esta é mais uma ferramenta do PDT que vai ajudar a implementar políticas públicas em defesa dos nossos irmãos afrodescendentes, luta esta encapada na Carta de Lisboa, na fundação do PDT com Leonel Brizola, Darci Ribeiro e Abdias do Nascimento”.

O presidente do Movimento Negro recordou que o PDT foi o primeiro partido do Brasil a constar, no seu Estatuto, a defesa das causa dos afrodescendentes no Brasil.

“A secretaria estadual do movimento negro do RN vai, sim, ter uma funcionalidade importante em auxiliar não só o PDT estadual, mas também contribuir com ideias e propostas de implementação de políticas públicas de direito e contra o racismo”, finalizou Ivaldo Paixão.

Composição da Executiva - Presidente: João Costa; Vice-presidente: Givanildo do Nascimento; 1ª Secretaria: Ana Costa; 2ª Secretaria: Alila Regis; 1º Tesoureiro: Randel Rodrigues; 2º Teoureiro: Maria Luciana; Conselho fiscal - Titulares: Flavielsen Wislien, Kleydson Calixto, Lucineide do Nascimento; Suplentes: Ricardo Martins, Maria Lucia, Caio Stephanes; Conselho de Ética -  Titulares: José Maciel, Leandro Pinheiro, Adriana Silva; Suplentes: Tereza Cristina, João Maria e Wendell de Oliveira.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Leonel de Moura Brizola se torna Herói da Pátria

A presidenta Dilma Rousseff sancionou lei aprovada pelo Senado que inclui o fundador do PDT Leonel Brizola no Livro dos Heróis da Pátria, que homenageia brasileiros que se destacaram na defesa e construção da história nacional. A lei foi publicada hoje (29) no Diário Oficial. O livro, com páginas de aço, fica exposto no Panteão da Pátria, na Praça dos Três Poderes, em Brasília.
A homenagem foi proposta pelo então deputado Vieira da Cunha (PDT-RS), atual Secretário de Educação do Rio Grande do Sul.
Fundador do PDT, Leonel de Moura Brizola nasceu em 1922, em Carazinho, no Rio Grande do Sul, e morreu no Rio de Janeiro, em 2004. Foi o único político brasileiro a governar dois estados diferentes: o Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro. Também foi prefeito de Porto Alegre, deputado estadual e deputado federal. 
Em 1961, governador no Rio Grande do Sul, Brizola não aceitou a tentativa de golpe militar para impedir a posse do vice-presidente constitucional, João Goulart, levantando o Rio Grande do Sul em armas e, como líder do Movimento da Legalidade, posteriormente, todo o Brasil. Brizola, através das ondas de rádio da Cadeia da Legalidade que reuniu espontaneamente mais de 100 emissoras de rádio por todo o Brasil, venceu os golpistas na batalha da opinião pública - antes de vencê-los militarmente, quando os militares do III Exército, na época o mais poderoso do país, aderiram à Legalidade.
Brizola, teve participação expressiva também na luta contra a ditadura militar e, após o golpe de 1964 e por conta disto foi obrigado a passar 15 anos no exílio no Uruguai, nos Estados Unidos e na Europa, até voltar ao Brasil com a Anistia, quando fundou o PDT.
Antes, por intervenção do general Golbery do Couto e Silva com a ajuda do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), perdeu a silga do PTB para Yvete Vargas, sendo obrigado a fundar o Partido Democrático Trabalhista (PDT) que reuniu na época os verdadeiros herdeiros do Trabalhismo de Getúlio Vargas.
Brizola foi candidato à Presidência da República por duas vezes e candidato à vice na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva na eleição de 1998, quando perderam para Fernando Henrique Cardoso - que se reelegeu presidente após comprar votos de deputados federais para a aprovação da emenda da reeleição - em escândalo jamais investigado ou apurado.
O nome de Brizola vai aparecer no livro ao lado de nomes como Tiradentes, Zumbi dos Palmares, Dom Pedro I, Duque de Caxias, Alberto Santos Dumont, Chico Mendes, Getúlio Vargas, Heitor Villa Lobos e Anita Garibaldi, entre outros.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Senado inclui nome de Leonel Brizola no Livro dos Heróis da Pátria

Ana Amélia, Acir Gurgacz, deputado Vieira da Cunha e Lasier Martins após a aprovação da matériaO Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (9) a inclusão do nome do político Leonel Brizola no Livro dos Heróis da Pátria (PLC 67/2014). Também chamado de Livro de Aço, o Livro dos Heróis da Pátria fica exposto no Panteão da Pátria, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, e serve de homenagem aos brasileiros que se destacaram na história do país.

Leonel de Moura Brizola nasceu em 1922, em Carazinho (RS), e morreu em 2004, no Rio de Janeiro (RJ). Fundador do PDT, Brizola foi governador de dois estados: Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Foi prefeito de Porto Alegre (RS), deputado estadual e deputado federal. Também lutou contra a ditadura militar e foi candidato à Presidência da República por duas vezes.

Dez anos

A proposta aprovada, de autoria do ex-deputado Vieira da Cunha (PDT-RS), também facilita homenagens futuras. A lei atual (11.597/2007) exige que a homenagem seja feita somente após 50 anos da morte do homenageado, prazo agora reduzido para dez anos.

A matéria segue agora para sanção presidencial.


Agência Senado 

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Direção Nacional do PDT se reúne e fecha questão contra o golpe

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A Executiva nacional do PDT, reunida hoje (8/12) em Brasília com as bancadas do partido na Câmara e no Senado, na presença de presidentes de diretórios regionais de vários estados, decidiu fechar questão contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff e, diante da gravidade da crise, convocar para janeiro uma reunião extraordinária do Diretório Nacional para referendar a decisão.

“Há um jogo pesado em curso e temos que ter uma posição que seja coerente com a nossa história de defesa da legalidade, da democracia e da Constituição Federal”, argumentou Lupi ao submeter aos presentes a proposta de fechamento de questão, aprovada logo depois.

 “Não podemos esquecer que o primeiro ato dos vencedores de 1964 foi cassar Brizola, Jango, Darcy Ribeiro e as principais lideranças trabalhistas, para depois fechar os partidos. O PDT tem lado e não apoia a tentativa de golpe”, acrescentou.

Frisou também:

“Já vimos este filme:  o momento é de coragem e enfrentamento. Não há fundamento jurídico no pedido de impeachment, a questão é exclusivamente política.  Há um golpe articulado para beneficiar o PMDB. Querem tirar Dilma por causa de pedaladas fiscais, mas não falam que o Temer, no exercício da presidência, assinou sete decretos iguais.  Precisamos informar a população porque quando ela é informada, reage. Muitos acham que se Dilma sair, teremos eleições. Temos que dizer não ao golpe, este é o papel histórico do Trabalhismo”, concluiu.

Fonte: OM - Ascom PDT / Foto Rafael Machado